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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os microcontos da Casa das mil portas

Aqui estão os microcontos que estão na Casa das mil portas. Foram os primeiros que fiz, acho que em 2005.



1. O sangue espirrou, vi, desta vez, os seus olhos suplicarem.


2. Deu um grito gutural, da boca saia uma espuma branca. Era tarde.


3. Quando a onda me engoliu pedi perdão, e não socorro.


4. Vi o pânico nos olhos, tomei seu corpo com mais desejo. Fundo.


5. Escondi a faca de cortar carne, esta seria sua última trepada.


6. Despertei suja de sêmen, corri a mão no lençol. Frio. Calafrio.


7. Cerrei os olhos, úmida e quente, deixei que fosse até minh'alma.


8. Rubro e úmido meu sexo aguarda o teu buscando outros sexos.


9. Dói áspero teu sexo, me rasga. Finjo prazer para te esfaquear de costas.


10. Quis fazer das pernas tesouras- cortar- tua força venceu.

domingo, 17 de outubro de 2010

Mini conto - arquivo- Desconserto

Desconserto


Não contenho o sorriso, é inevitável. Não nego o prazer em vê-la, assim, perdida, não diria desesperada, apenas perdida.
Ela tão cheia de certezas...
Vejo aqueles olhos nos meus, esfomeados, querendo me decifrar, percebo seu desconserto.
Ela sabe, é meu o próximo passo. Espera.
Eu a farei sorrir, não sobrevivo sem este sorriso, ela não sabe, apenas intui.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Concurso de Microcontos





Há um concurso de micros no Twitter,
é preciso colocar
#ETC_BIENAL
no final.



Aqui estão alguns:



Penso: basta! O carteiro entrega um pacote. Dentro dizia: "lembrei de você". O livro: “Paixão-oãxiaP”. Devoro - o livro, claro.


Ouço passos, não me volto. Espero as mãos cobrirem meus seios, a respiração aquecer minha nuca fria. Aos poucos me viro - ávida.



Penso há dias em esquecê-lo. Intrigada entro na casa iluminada. Ele sorrindo, taça na mão: “Estou à sua espera, querida”. Sempre surpreende.



Abriu a janela, deitou na nesga de sol no assoalho frio. Um feixe a cortou ao meio. Pensou nele. Esqueceu-se.


Semi-desperta, deitou na nesga de sol no assoalho frio. Um feixe a cortou ao meio. Tirou a roupa, lembrou dele. Não gemeu, chorou.


Deitou na nesga de sol no assoalho frio. Um feixe a cortou ao meio. Pensou nele. Abriu-se. Deixou que o sol a tomasse - plena.



Rubro e úmido, meu sexo aguarda o teu buscando outros sexos.



Quando a campainha tocou, enrolou-se na toalha. Molhou o chão frio. No olho mágico, ele ria abraçado à outra. Não abriu.



O sangue espirrou, vi, desta vez, os seus olhos suplicarem.



Teu corpo, pronto e belo, me faz desejar montar até a exaustão.



A mão na coxa me puxa, rude. Não há como dizer não.



"Eu te amo", diz. Teus olhos negam. Minha mão constrita te afasta.



Escuto passos, não me volto. Tuas mãos, taças, aquecem meus seios.



Te encontro pronto, teus pés em oferenda. Lírios brancos. (baseado no livro de Raduan Nassar "Um copo de cólera").



Arranhado diz, rindo: “foi você". Amanhã não rirá lanhado por mim.



Não vi quando ele saiu sem se despedir. A lua lá fora brinca entre nuvens de chuva fina. Aqui dentro, silencio sem dor.



Vão-se os amores, em mim fica a calidez de suas mãos no meu corpo, antes frio e seco.



Vou deitar, não há rio no meu leito.



Quis fazer das pernas tesouras- cortar- tua força venceu.



Dói áspero teu sexo, me rasga.Finjo prazer para te esfaquear de costas.



Cerrei os olhos, úmida e quente, deixei que fosse até minh'alma.



Despertei suja de sêmen, corri a mão no lençol. Frio. Calafrio



Escondi a faca de cortar carne, esta seria sua última trepada.



O sangue espirrou, vi, desta vez, os seus olhos suplicarem.



Vi o pânico nos olhos, tomei seu corpo com mais desejo. Fundo.



Deu um grito gutural, da boca saia uma espuma branca. Era tarde.



Quando a onda me engoliu, pedi perdão, e não socorro.



O sangue espirrou, vi, desta vez, os seus olhos suplicarem.



Um sonho: voar. Um dia, subiu, pernas pesadas, até a cobertura. Partiu alada. Vestia camisola, fazia frio e era meio dia.



Tomava banho quando a campainha tocou. Enrolou-se na toalha. Molhou o chão frio. No olho mágico, ele ria abraçado à outra. Não abriu.



Sentiu a mão dele no joelho. Não se moveu. Vagou os olhos. Deixou que subisse mais. Ai fechou as pernas com força. Ele corou. 







No portão, o avô disse a seu pai: Você levou uma, trouxe três, leve as crianças. Mate-as, disse o pai. Última vez que o viu.




quarta-feira, 21 de julho de 2010

Microcontos: Twitter- Julho 2010

Penso: Basta! Chego em casa encontro um pacote. Dentro dizia: Lembrei de você. Título do livro: “Paixão-oãxiaP”. Devoro-o- o livro, claro.

Ouço passos, não me volto. Espero as mãos cobrirem meus seios, a respiração aquecer minha nuca fria. Aos poucos me viro- ávida.


Penso há dias em esquecê-lo. Intrigada entro na casa iluminada. Ele sorrindo, taça na mão: “Estou à sua espera, querida”. Sempre surpreende.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Microconto: Olhos de amêndoas doces


A voz dele a acordou. Levantou, ajeitou o cabelo.
O ruído da janela trouxe o seu olhar doce.
Não disseram nada. Não precisava.
Sabia que teriam um bom dia.

sábado, 20 de março de 2010

Micro contos I

Prédio


1- Arranca as roupas em fúria- sai pelo corredor ainda adormecido.
O vigia a encontra caída no elevador. Ela dorme.


2-Tentou dormir, ruídos não a deixaram.
Choro, gemidos de prazer. Tapou os ouvidos. Nada. Passou a noite acordada- com ódio.


PS: São dois- poderia ser um, mas prefiro deixá-los como micros.

Micro contos 01-arquivo


Chagall


Estes micro contos eu escrevi para a "Casa das mil portas" que Nemo Nox organizou e tem feito sucesso até em Portugal.
Clique aqui e entre na casa.



Arranhado diz rindo: "Foi você". Amanhã não rirá, lanhado por mim.

Quis fazer das pernas tesouras- cortar- tua força venceu.

A mão na coxa me puxa, rude. Não há como dizer não.

Dói teu sexo, rasga. Finjo prazer para te esfaquear de costas.

O sangue espirrou, vi, desta vez, os seus olhos suplicarem.