sexta-feira, 30 de novembro de 2012

mini conto: Ele, no sonho


Ele, no sonho


Faz calor. As pernas ardem, desliza-as pelo lençol em busca de um frescor. Nada. O pé encontra o fim da cama. Deitada, suspende o corpo sonado para cima. Ajeita o travesseiro. Deita de um lado, de outro. Lembra-se dele ali, tão próximo, que poderia esticar-se e beijá-lo. Sabor pêssego, dizia.
No sonho, ele volta. Estão deitados amando-se pelo olhar.

Despertou e veio o vazio da morte ainda não digerida.


2 comentários:

eu... tiago elídio... disse...

que bonito! :)

Maria Lourdes disse...

A Morte nunca será digerida, apenas driblada.........pela imaginação!