terça-feira, 11 de junho de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Poema despretensioso- Nem leveza (sem revisão)
Nem leveza
O cão
estirado ao sol, dorme.
As aves em
algazarra.
O farfalhar
da amoreira- lamento.
O filho
dorme.
A janela trepida e deixo.
Nada quebra
o silêncio.
O canto
matinal não me alegra,
a dor da
ausência dele-
cinco anos
contados nesta madrugada.
Como o tempo
no amor?
A voz antes
conforto- emudeceu.
O corpo
morno, hoje pó, num jardim distante.
Não me peçam
sorrisos, por favor, nem leveza.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Desconserto- Desconcerto- Arquivo
Não contenho o sorriso, é inevitável. Não nego o prazer em vê-la assim perdida, não diria desesperada, apenas perdida. Ela tão cheia de certezas... Vejo aqueles olhos nos meus, esfomeados, querendo me decifrar, percebo seu desconserto. É meu o próximo passo, ela sabe. Espera. Eu a farei sorrir, não sobrevivo sem este sorriso.
Ela não sabe, apenas intui.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
mini conto: Ele, no sonho
Ele, no sonho
Faz calor. As pernas ardem, desliza-as
pelo lençol
em busca de um frescor. Nada. O pé encontra o fim da cama. Deitada,
suspende o corpo sonado para cima. Ajeita o travesseiro. Deita de um lado, de
outro. Lembra-se dele ali, tão próximo, que poderia esticar-se e
beijá-lo. Sabor pêssego, dizia.
No sonho, ele volta. Estão deitados amando-se pelo olhar.
Despertou e veio o vazio da morte ainda
não
digerida.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Microconto sem título
Sente dor. Ele pergunta: “O que houve?”. “Nada, só cansaço”. Mente. O outro a feriu mais cedo. “Não foi nada, meu amor”.
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