quinta-feira, 31 de março de 2011

A janela aberta

Acordou, abriu as janelas, o sol batia no assoalho. Deitou no chão fresco e foi se despindo até ficar nua.
Levantou quando o sol - num feixe vibrante - a cortava ao meio. Em vez de colocar o vestido desbotado, escolheu outro - de uma das freguesas- de seda preta, com decote e fenda do lado esquerdo da saia. Calçou o par de sandálias de saltos altos, sujas de mofo. Passou batom, coloriu as faces desbotadas.
Olhou-se no espelho e ensaiou dançar sozinha.

4 comentários:

Regina Azevedo disse...

Oi, Laura! Gostei do seu trabalho e convido você a participar de http://livro-virtual.org Para maiores detalhes, escreva para mim: livrovirtualorg@gmail.com Bjks!

Adriana disse...

Oi Elianne,
Adorei seu miniconto fofo, gosto da sua sensualidade e da linguagem mínima, articulada no descobrimento da pessoa. Isso é muito bonito.
Minha querida, é muito bom vir no seu blog delicado e feminino.
Obrigada.
Um abração, Dri

Fernando Pinto disse...

Gosto da forma como a Laura escreve: assim...
Beijinhos deste lado do Atlântico

Diz disse...

Meninas, obrigada.

Fernando, vc é mt qrdo- tb não te esqueço nunca. Um bj da terra do sol p vc e suas meninas.